Napoli, Italy

Monday, March 12, 2012

O grande turismo kiwi / The great kiwi tourism

Com placas que não nos deixam dúvidas, campings com auto-registro e caminhadas que cortam o país, a organização da Nova Zelândia para o turismo é realmente algo incrível. Em nenhum momento nós sentimos falta de alguma informação.
Após a tempestade, nós deixamos Picton com o dia claro e seguimos para o Malborough Sounds, uma espécie de canais por onde o mar avança. Uma estrada bem sinuosa e com um visual espetacular nos levou até um isolado camping, onde passamos o dia lendo, conversando e admirando a paisagem. Os passarinhos cantavam e a calma reinava.
Chegamos no tão esperado Parque Nacional Abel Tasman com o dia nublado. Nós íamos ficar em um camping do DOC (Departamento de Conservação), único federal do parque, mas devido à uma tempestade que aconteceu em dezembro do ano passado, a estrada estava interditada para obras e o acesso era apenas por água. Voltamos então para a cidade mais próxima, Pohara, onde achamos uma espécie de albergue com lugar para barracas. O dono se chamava Des, um homem de barba com cerca de 60 anos e cheio de histórias para contar. Ele e a esposa viajaram o mundo de moto nos anos 70, ele ainda guardava a moto em um galpão ao lado do albergue. O lugar era muito aconchegante, com cozinha e uma sala de leitura. Lá hospedados estavam a Stephanie e o James, um casal canadense também nos seus 60 anos. Eles já estiveram na NZ antes, mas desta vez decidiram não alugar um carro e viajar de ônibus, assim não precisariam se preocupar em dirigir na mão contrária, já que a Nova Zelândia adota a mão inglesa. A Stephanie também fez uma viagem grande nos anos 70 e contou histórias fantásticas, desde o gorila que roubou sua manga na Índia, até o homem que a jogou para cima de um trem no Afeganistão. Eles se referiram à viagem que estávamos fazendo como Walk About e disseram que este é um termo australiano, que se refere a viagem ao redor do mundo realizadas em períodos de transição, como o final da faculdade, por exemplo, antes de entrar no mercado de trabalho. Em conversa similar com a vizinha neozelandesa, ela se referiu à viagem como OE, que significa Overseas Experience. Parece que este tipo de viagem é ainda mais popular do que imaginávamos.
O Abel Tasman, como esperado, é um lugar lindo, de uma natureza intocada, com quilômetros de terras de frente para o mar, sem sinal de civilização. Caminhamos sobre montanhas avistando o azul brilhante dos mares, mesmo em um dia nublado. Andando de bicicleta ao redor de Pohara, nós achamos um lugar que vendia vegetais frescos, onde compramos um dos melhores milhos que já experimentamos.
No caminho para a costa oeste, paramos em um camping na beira da estrada muito espaçoso e tranquilo, jantamos cedo e apreciamos a linda noite. A lua iluminava o camping e fazia o uso de lanternas totalmente desnecessário.  As estrelas brilhavam no céu e o galo que passeava ao redor finalmente iria dormir. No entanto, depois da noite calma, a madrugada foi agitada, com muito vento, o que nos fez ficar preocupados com a barraca, mas tudo estava bem quando um grande cocoricó nos acordou.
Passamos por geleiras perto do mar e vales inacreditáveis. Ficamos em um camping no qual eles tinham um grande problema com a Kea, uma ave que, acostumada a ser alimentada por humanos, agora retornava frequentemente ao local. Ela é da família do papagaio, muito grande e bonita e faz um som altíssimo que soa “Keaaaaaaa”, fazendo juz ao seu nome. Mas de manhã, todas as barracas tinham furos de bicadas das aves que procuravam por comida. O departamento de conservação estava fazendo uma campanha grande para que as pessoas parem de alimentá-las, tomara que funcione.
Antes de retornar para Christchurch, de onde sai o nosso vôo, ainda passamos na Banks península, onde fica a pequena cidade chamada Akaroa, de colonização francesa em uma baía azul cheia de veleiros.
Agora é hora de arrumar as malas. Próximo destino: Malásia!

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With signs that leave no doubt, self-registration campsites and walks that go around the country, the New Zealand organization for tourism is something really amazing. At no time did we miss any information.
After the storm, we left Picton with a clear day and went to the Marlborough Sounds, a kind of channels through which the sea advances. A very winding road and with a spectacular view led us to a secluded campsite, where we spent the day reading, chatting and admiring the scenery. The birds sang and calm reigned.
We arrived at the long-awaited Abel Tasman National Park in a cloudy day. We would stay in a DOC (Department of Conservation) campsite, the only federal campsite in the park, but due to a storm that happened in December last year, the road was forbidden to work and access was only by water. We then returned to the nearest city, Pohara, where we found a kind of hostel with space for tents. The owner`s name was Des, a bearded man of about 60 years and full of stories to tell. He and his wife traveled the world by motorcycle in the 70`s, he still keeps the bike in a shed next to the hostel. The place was very cozy, with a kitchen and a reading room. There were also staying Stephanie and James, a Canadian couple in their 60s. They've been to NZ before, but this time decided not to rent a car and travel by bus, so no need to worry about driving in the opposite hand, since New Zealand adopted the English style of driving in the left hand side. Stephanie also had a big trip in the 70`s and told us fantastic stories, including the gorilla who stole a mango from her in India and the man who threw her up to catch an already riding train in Afghanistan. They referred to our trip as a “Walk About” and said that this is an Australian term that refers to travel around the world in periods of transition, as the end of college, for example, before starting a career. In a similar conversation with a kiwi neighbor, she referred to it as OE journey, which means Overseas Experience. It seems that this type of travel is even more popular than we thought.
The Abel Tasman, as expected, is a beautiful place, an untouched wilderness of miles of land facing the sea with no sign of civilization. We walked over the mountains overlooking the bright blue seas, even though it was a cloudy day. Biking around Pohara, we found a place that sold fresh vegetables, where we bought one of the best corn we have ever had.
On the way to the west coast, we stopped at a campsite on the edge of the road very spacious and quiet, we had an early dinner and enjoyed the beautiful night. The full moon was illuminating the campsite and the use of flashlights became totally unnecessary. The stars were shining in the sky and the rooster that was walking around before finally went to sleep. However, after the quiet night, the overnight was very windy, which made us concerned about the tent, but all was well when a loud rooster sing woke us up.
We passed through glaciers very close to the sea and unbelievable valleys. We stayed at a campsite where they had a big problem with the Kea, an alpine parrot that used to be fed by humans and now would return to the site often. It’s a very big and beautiful bird, that makes a noise that sounds "Keaaaaaaa," doing justice to its name. But in the morning, all the tents had holes pecked from those birds searching for food. The DOC was doing a big campaign so that people would stop feeding them, hopefully that will work.
Before returning to Christchurch, where we would catch the next flight, we stopped in the Banks Peninsula, where there`s a small town named Akaroa, of French colonization that is beside a blue bay full of sailboats.
Now it's time to pack up. Next destination: Malaysia!

3 comments:

  1. What are you doing hanging out with a bunch of old people when you could be here in Leavenworth hanging out with us youngsters???

    Great jounal, I love reading it!

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  2. Parabéns pelos posts. Sem dúvida dá uma certa inveja e vontade de sair por ai, pena que não dá... :(
    Estou pensando em ir na NZ ano que vem, e sem dúvidas as dicas serão úteis. Qualquer coisa, pergunto heim...

    Abraços.

    Luiz Fernando

    www.dilbertrj.blogspot.com.br
    www.facebook.com/fotosdodilbert

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