Napoli, Italy

Monday, August 29, 2011

Saudações do Alaska / Greetings from Alaska


Os pais do Pedro chegaram dia 11/08. Com eles nós viajaríamos durante um mês, antes de seguir para Fiji e Nova Zelândia. A programação era três semanas no Alaska, uma semana pelo noroeste americano (onde encontraríamos a Lynn e o Chuck denovo), três dias em San Francisco, 9 dias em Fiji (na verdade 8 porque o fuso nos roubou um dia!) e Nova Zelândia!
          Passamos três dias com eles em Leavenworth antes de seguir viagem, onde pudemos aproveitar bastante a cidade,  já que não estávamos mais trabalhando.
Deixamos Leavenworth com o coração partido. A despedida da Lynn e do Chuck não foi fácil. Mesmo sabendo que ainda passaremos lá para uma noite, esse era o fim da nossa estadia. Parece que nós conhecemos eles há anos e, além disso, não ver todos os dias as pessoas que a gente ama não seria fácil.
Chegamos em Anchorage no dia 15/08 cedo. Começavamos uma parte da viagem mais estruturada, já que os pais do Pedro alugaram um motor-home para movimentação dentro do Alaska. Nós demos uma volta pelo centro da cidade, com o sol a temperatura estava agradável, buscamos o motor-home e passamos o resto do dia organizando a nossa nova “casa”.
Passamos o dia seguinte na estrada para Valdez. O visual na estrada era maravilhoso, o dia estava claro e o branco dos glaciais ficava ainda mais nítido. A cidade é pequena, famosa pela pesca, apenas passamos a noite e seguimos para Fairbanks, onde ficamos por 3 dias. Passamos em um resort próximo para um banho em umas águas termais naturais. A temperatura da água era tão quente que nós não conseguíamos ficar muito tempo dentro. Mas sentamos em umas cadeiras ao redor e aproveitamos a vista das montanhas de fundo.
Nós estacionamos o motor-home na casa da Ardene, irmã de uma amiga da Lynn. Nós jantamos um dia com ela e o marido, Steve. Eles nos deram umas dicas super legais sobre o Alaska. O Steve perguntou se é verdade que a água dentro do vaso sanitário, uma vez ativada, realmente gira em sentido oposto nos hemisférios norte e sul. Se tem uma coisa que eu nunca prestei atenção era isso. Mas fiquei de dar uma resposta para ele via e-mail quando descobrisse. Aqui gira no sentido anti-horário!
Ainda em Fairbanks, nós fizemos um passeio de barco, onde passamos por uma simulação de uma vila indígena chamada Chena. Duas meninas explicaram os hábitos de seus antepassados. Interessante o quanto eles precisavam dos animais. Alces, renas, ursos e alguns animais menores eram mortos não apenas pela carne, mas pela pele que mantinha os humanos quentes durante o inverno que chega a -40˚C. As cabanas eram muito bem construídas para protegê-los do frio. Uma vegetação crescia naturalmente no telhado, dua função era absorver a água da chuva, que congelava e mantinha o lado de dentro aquecido. Depois nós passamos por uma demostração do que eles chamam de dog sledding (trenó puxado a cachorros). Os cachorros adoram fazer isso e este tipo de transporte era usado desde antigamente como forma de movimentação na neve.
Seguimos viagem para o Denali National Park. No caminho dirigimos pela Stampede Trail, trilha que o Chris McCandless do filme "Na natureza selvagem" utilizou. Fomos até onde era possível com o motor-home e, no final, encontramos um pessoal que estava indo para o ônibus, um grupo de 4 pessoas e um homem de mochila todo equipado (com bote e tudo) que disse estar indo para o ônibus deixar um livro que a irmã do Chris fez com os escritos dele e de todas as pessoas que já tinham passado por lá depois disso. O livro continha até um agradecimento para o homem que nós encontramos por ter deixado o livro lá. Bem interessante.
Ficamos 3 dias hospedados em camping nos arredores do parque e 4 dias dentro do parque. Nós fizemos uma trilha guiada que era mais uma explicação da floresta. Andamos pela mata mais fechada, vimos as pegadas e fezes dos bichos, colhemos algumas berries, andamos pela tundra, as cores do outono faziam da paisagem um cartão postal. Chegava a ser emocionante ver aquela beleza toda. A natureza é realmente inspiradora. Tudo tem a sua função para manter o equilíbrio natural. A cadeia alimentar e a dependência entre as espécies era super visível. Na volta vimos uma rena selvagem (aquela do papai noel!).
No outro dia fizemos um passeio para um lago dentro do parque. Saímos cedo com o dia claro e muito frio. Foram 5 horas de viagem, a paisagem era novamente deslumbrante. A nossa função como passageiros era procurar por animais e gritar “STOP” caso avistássemos algo (quase como um safári). Era difícil tirar menos de uma foto por segundo, até apagar as repetidas era complicado porque para isso teríamos que deletar uma foto perfeita! Nós vimos alguns patos selvagens, um alce e uns cabritos montês no caminho. Como o céu estava limpo nós conseguimos ver o Mt. McKinley perfeitamente. A motorista que trabalha lá há 11 anos explicou que 30% das pessoas conseguem ver a montanha, mas apenas 1% vê do jeito que nós vimos de manhã, sem uma única nuvem! Mas chegando perto do meio dia algumas nuvens começaram a aparecer. Antes de chegar no lago nós descemos para ver o ponto no qual a montanha reflete em um lago e a vista é maravilhosa. Mas chegando lá a montanha já estava bem coberta com nuvens e o vento já não deixava o reflexo aparecer. Mas a trilha até lá já tinha valido a pena. Nós caminhamos até o topo de uma montanha, onde dava para ver o lago. Novamente o colorido do outono deixava o visual inacreditável. Segundo a irmã do Pedro, parecia que estávamos dentro de uma foto de quebra-cabeça! Na volta vimos uma raposa, ursos, lobos bem distantes, alces, ursos e alguns cabritos andavam na pista.
Nós fizemos uma fogueira no camping um dia, onde assamos marshmellows e fizemos s`mores, bem americano! Agora voltamos para Anchorage com mais tempo. Vamos passar uns dias na cidade e depois seguir para a península.

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Pedro's parents arrived on the 11th of august. With them we would travel for a month, before heading to Fiji and New Zealand. The schedule was three weeks in Alaska, one week by the American Northwest (where we'd meet Lynn and Chuck again), three days in San Francisco, 9 days in Fiji (actually 8 because the time change will steel us one day!) and New Zealand!
We spent three days with them in Leavenworth before heading to Alaska, where we could enjoy the city a little more, since we were no longer working.
We left Leavenworth with a broken heart. The dismissal of Lynn and Chuck wasn’t easy. Even though we will still stop there for one more night, that was the end of our stay. It`s like we know them for years and, moreover, do not see every day the people we love is never easy.
We arrived in Anchorage on the 15th of august early. We now begin a more structured part of the trip, since Pedro's parents rented a RV to drive around Alaska. We took a walk downtown, with the sun the temperature was pleasant, we got the motor home and spent the rest of the day organizing our new "home".
We spent the next day on the road to Valdez. The view on the road was wonderful, the day was clear and the white of the ice was even more evident. The small town is beautiful and famous for fishing, but we just spend the night and headed to Fairbanks, where we stayed for three days. We went to a natural hot springs in a resort close to there. The water temperature was so hot that we couldn`t stay long inside. But we sat in some chairs around and enjoyed the view of the mountains in the background.
We parked the RV at Ardene`s house, Lynn`s friend`s sister. We had dinner one day with her and her husband, Steve. They gave us some great tips about Alaska. Steve asked if it is true that the water inside the toilet, once activated, rotates in the opposite direction in the northern and southern hemispheres. If there's one thing I never paid attention that was it. But I promise to respond to him via e-mail when I find out. Here it rotates counter-clockwise!
Still in Fairbanks, we did a boat trip, where we went to a simulation of an Indian village called Chena. Two girls explained the habits of their ancestors. Interesting how much they needed the animals. Moose, caribou, bears and some smaller animals were killed not only for the food, but for the skin that kept humans warm during the winter that reaches -40˚ F. The huts were built very well to protect them from the cold. A naturally growing vegetation on the roof was supposed to absorb rain water, which would freeze and keep the inside warm. After that, we went to a demonstration of the dog sledding. The dogs love to do this and this type of transportation was used since ancient times as a way to move around in the snow.
We went, then, to Denali National Park. We drove through the Stampede Trail on the way, the trail that Chris McCandless from the movie "Into the Wild" used. Went as far as was possible with the motor-home and, in the end, we found some people who were going to the bus, a group of four people and a man with a backpack and fully equipped (even with a boat) who said he was going to the bus to leave a book that Chris's sister made his writings and all the people who had been there before. The book contained a thank you to the man who we found for have left the book there. Interesting.
We stayed three days in camping grounds outside the park and four days inside. We went to a guided trail that was more like an explanation of the forest. We walked through the woods,  saw the footprints and drops of animals, we had some berries, walked across the tundra, the autumn colors of the landscape were a postcard. It was exciting to see all that beauty. Nature is really inspiring. Everything has its function to maintain the natural balance. The food chain and the dependence between species were super visible. On the way back we saw a wild caribou (the on from Santa!).
On the next day we made a trip to the Wonder Lake within the park. We left early, the day was clear and it was very cold. There were on the bus for 5 hours, the scenery was stunning again. Our job, as passengers, was to look for animals and yell "STOP" if we saw something (almost like a safari). It was hard to take less than one photo per second, even deleting the repeated ones was complicated because we would have to erase a perfect picture! We saw some wild ducks, a moose and some sheep on the way. As the sky was clear we could see Mt McKinley perfectly. The driver, who has been working there for 11 years, explained that 30% of people can see the mountain, but only 1% see it like we saw in the morning, without a single cloud! But getting close to noon some clouds started to appear. Before reaching the lake we left the bus to see the point at which the mountain reflected in a lake and the view is spectacular. But getting there the mountain was already covered with clouds and the wind wouldn`t let the reflection appear. But the trail there had been worthwhile. We hiked to the top of a mountain, where we could see the lake. Again, the fall colors were unbelievable. According to Pedro`s sister, it seemed like we were inside a photo puzzle! On the way back we saw a fox, a moose, bears, distant wolves and some sheep were walking on the road.
We made a fire one day at the campsite, where we roast marshmallows and made s`mores, really American! Now we are going back to Anchorage with some more time. We will spend a few days in town and then head to the peninsula.

No caminho para Valdez / On the way to Valdez

Águas termais em Fairbanks / Hot springs in Fairbanks
Do filme "Na Natureza Selvagem" / From "Into the Wild"

Vista no Parque Nacional Denali / View in Denali National Park

Cores do Outono / Fall colors


Cabrito Montez / Dall Sheep

Mt. McKinley

Wonder Lake

Mt. McKinley

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2 comments:

  1. The best trip in the world!!!
    PERFECT!!!

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  2. Daniel Caramori AlvesSeptember 5, 2011 at 6:12 AM

    Muito massa meus jovens... keep it up.. saudades...

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